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12/10/2004
OUTRA VEZ O EXÉRCITO
Outra vez o exército – ou mais bem dito – outra vez as ondas da delinquência e a mafia.

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Sim, outra vez as ondas da delinquência porque os Srs. soldados não se comportaram como um exército mas sim como uma banda de ladrões e assassinos.

Um exército é uma organização estatal pagada com os impostos recuados aos cidadãos e está formado para defender as fronteiras da nação contra possíveis invasores, defender o estado e o povo de possíveis agressões externas. E os senhores não podem ser um exército porque com a sua conduta agrediram o estado que deviam defender, agrediram a nação, o seu povo, e põem em risco o futuro do seu país, para alem de dar uma imagem dos mesmo na cena internacional de autentico galinheiro.

Claro que são justas as suas reivindicações; São justas sem nenhuma dúvida, mas que direito têm os senhores de utilizar as armas, as fardas e os recursos do estado pagados pelo povo, para impor as suas reivindicações?

Que têm que fazer os demais cidadãos deste país que não podem cobrar os seus salários desde mais de um ano? Levantar-se também em armas? Sim levantar-se em armas porque essas armas que vocês agora utilizam contra o estado são tão vossas como deles.

E já postos, porquê não desfazemos o estado e o governo e que cada cidadão do país, armado com a sua metralhadora, se constitua em estado de si mesmo?

Claro que são justas as vossas reivindicações; não se lhes paga o salário, vivem em condições de fome e em quartéis degradantes, mas quando uma pessoa não gosta do trabalho que está a exercer ou bem esse emprego não lhe pode garantir as condições que ele pretende, o que se deve fazer é abandonar esse emprego e buscar outro. Se em vez de isso você agarra uma arma e trata de impor-se a empresa então você deixa de ser um empregado e passa a ser um delinquente.

Mas claro os senhores não querem largar o osso, porque a pesar de tudo, estar todo o dia sentado a sombra da bananeira, limpando a arma e esperando a hora de comida … ainda com atrasos, e muito melhor que andar todo o dia a trabalhar como o faz a maioria da povoação que sobrevive.

Claro que são justas as suas reivindicações, mas, o vosso acto não deveria levá-los a outra parte diferente de um conselho de guerra.

Mas há outros culpados nesta trama, há responsabilidades políticas evidentes, e é evidente a necessidade de reformas políticas urgentes. Um país pobre como a Guiné-Bissau não pode manter um exército das dimensões do nosso exército.

O país necessita de policia judicial a exercer abaixo a ordem judicial, necessita polícia pública para garantir a ordem pública e policia fronteiriça… o que não necessita são homens metidos em barracões, sem proveito algum, armados e com salários pendentes.

Não se pode ter um exército famélico, sem condições de vida normal e carregados de armas… isso pode ser qualquer coisa, menos um exército.

Mas também existem outros culpados a tomar em conta… num país pobre onde um deputado tem um salário de 150 € como pode a ONU pagar essas fortunas de salários a soldados? Transformamos assim um organismo como a ONU e as suas campanhas humanitárias, em uma organização criminal, fomentadora de exércitos de mercenários, corruptora dos exércitos de países como o nosso.

Não deveria pois o estado aceitar essas missões sem antes valorar as repercussões que isso pode ter na consciência dos exércitos do país.

Não podemos transformar o nosso país em exportador de mercenários por muito que apertem as necessidades.

E agora que fazemos? Render-nos ao exército e aceitar todas as condições que imponham ao estado? Viver outra vez de joelhos diante de um senhor armado???

Paguem-lhes o salário, desarmem-nos e manda-los para casa. Reduzam o exército a mínima expressão não necessitamos do exército.

Se por estar sem exército, nos invade algum país vizinho, será preferível entregar as armas ao povo para que se defenda, é mais honroso morrer com orgulho defendendo o teu país de que viver de joelhos diante de um delinquente armado.
 

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