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HISTÓRIA DE UM BAIRRO DE BISSAU QUE NASCEU COM A GUERRA DA LIBERTAÇÃO
HISTÓRIA DE UM BAIRRO
QUALQUER CIDADÃO GUINEENSE OU ESTRANGEIRO QUE VISITE HOJE BAIRRO MILITAR E QUE PRETENDE CONHECER A SUA HISTÓRIA TERÁ QUE RECORRER A HISTÓRIA DA LUTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL, PORQUANTO A HISTÓRIA DA EMERGÊNCIA DE BAIRRO MILITAR ESTÁ, SEM DÚVIDA, LIGADA A HISTÓRIA DA LUTA ARMADA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL.

Indice de Conteúdos
HISTÓRIA DE UM BAIRRO
O CONFLITO
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Estampas do BAIRRO MILITAR  | guine-bissau.com
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Qualquer cidadão guineense ou estrangeiro que visite hoje Bairro Militar e que pretende conhecer a sua história terá que recorrer a história da luta da libertação nacional, porquanto a história da emergência de Bairro Militar está, sem dúvida, ligada a história da luta armada da libertação nacional.

Pois, foi com a intensificação da luta armada e institucionalização de um Estado e de uma administração nas zonas libertadas pelos guerrilheiros que lutavam contra o regime colonial português que teve na base da emergência do Bairro Militar.

Com a implementação da administração nas zonas libertadas, Amílcar Cabral iniciou a política de valorização da população que vivia nas tabancas das zonas sob administração do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O PAIGC procurava, na altura, demonstrar nas tabancas das zonas libertadas que não obstante, a Guiné-Bissau ainda não conquistar a sua independência, os seus guerrilheiros possuia condições mínimas para viver nas tabancas constituídas nas zonas libertadas.

Foi na óptica de contrapôr a política de administração das tabancas das zonas libertadas que valorizava a cultura urbana dos guerrilheiros do PAIGC, que o então governador da Guiné-Portuguesa General António Sebastião Ribeiro de Spinola construiu na zona de Bissaguê, nos terrenos da etinia papel, um Bairro de 56 casas para os militares africanos que cumpriam serviços militar no exercito português.

Habitado exclusivamente por militares, na sua maioria comandos africanos, o Bairro não podia ser batizado com outro nome a não ser Bairro militar.

Para além do Bairro Militar, situado a cinco quilometros da cidade Bissau, General António Sebastião Ribeiro de Spinola construiu também em Bissunaguê e no sector de Ingoré, Bairros de mesmo género para a população local.

Depois da independência nacional, os guerrilheiros do PAIGC afastaram os militares do exercito português que residiam no Bairro Militar e ocuparam as 56 casas construidas pelo então governador da Guiné-Portuguesa.

Segundo rezam as crônicas do processo da independência nacional alguns destes militares portugueses que residiam no Bairo Militar foram perseguidos e fuzilados por alegadamente cometerem crimes contra a patria quando cumpriam serviço militar no exercito português.

Com o afastamento dos militares portuguêses, em 1975, Bairro Militar iniciou um processo de crescimento sem precedente na cidade de Bissau, tendo actualmente 140 mil habitantes.

Contudo, um estudo de uma Organização Não Governamental (ONG), do Bairro Militar denominado AIFA/PALOP, efectuado em três zonas do Bairro demonstra que nas referidas zonas vivem 16.928 habitantes, dos quais 5.343 são homens maiores de 15 anos, 4.823 são mulheres maiores de 15 anos, 3.351 são homens menores de 15 anos, 3.411 são mulheres menores de 15 anos de idade.

Embora a sua história estaja, inevitavelmente, ligada a história da luta armada da libertação nacional, após da independência o Bairro Militar perdeu a sua caracteristica de ser povoado exclusivamente por militares. Todavia, continua a ser Bairro onde reina mais violência, chegando ao ponto dos seus habitantes expulsar a Esquadra da policia do Bairro.

Bairro Militar foi, durante o conflito politico militar de sete de Junho de 1998, a linha de frente entre tropas da Junta Militar e tropas fieis ao Ex-Presidente da República João Bernardo Vieira (Nino).

É no Bairro Militar que está situado o mitico poilão de Brá onde os militares das ambas partes que combatiam se encontravam para discutirem a forma de implementação dos acordos de paz que eram assinado por General Ansumane Mané e Nino Veira.


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