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Breve historia da Guine-Bissau.com

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Um bom dia do ano 2005 … Amadila Baldé, guineano residente em Barcelona, conjuntamente com amigos da Agencia Guine-Bissau solicitou ajuda à ONG de Técnicos de informática e telecomunicações de Barcelona Espanha – arduinna.org – para a consecução de uma web sobre noticias da Guiné-Bissau.

A ONG conjuntamente com a empresa Hidracom decidiram apoiar o projeto já que na internet no existia nenhuma web especifica sobre Guine-bissau.com que fosse independente das autoridades do país ou de qualquer outra organização ou empresa.

Constitui-se assim uma comissão de ajuda que dotou de meios económicos e serviços de programação para web – a fundo perdido – comprometendo-se a mesma por um período de um ano durante o qual a pagina consolidar-se-ia e lograria a independência económica necessárias para a sobrevivência da mesma, assim como destinar os possíveis reditos á manutenção de jornalistas e colaboradores.

As condições básicas e fundamentais seriam a independência dos jornalistas de acordo e respeito á carta de direitos humanos das Nações Unidas e gestão transparente dos recursos dispostos.

Guine-Bissau.com destinar-se-ia á publicação de noticias sobre o país, e os conteúdos deveriam ser realizados por pessoas residentes na Guiné-Bissau; estaria aberta á promoção da cultura, artes, historia, economia do país com vistas a apoiar, garantir e salvaguardar o desenvolvimento democrático do país.

Guiné-Bissau.com pretendia também proporcionar a criação de novos negócios na Internet destinados ao país e encaminhados a apoiar o desenvolvimento da pagina.

Durante quase tres anos a pagina foi apoiada económica e tecnicamente pela ONG excedendo amplamente o prazo inicial de um ano. Nesse período, guine-bissau.com chegou a ser, na Internet, referencia de noticias sobre o país aparecendo como tal, e entre outros, na pagina da BBC e era frequentemente visitada especialmente pelas pessoas residentes fora do pais tal como ficou amplamente registado na pagina de debate.

Esperávamos que, finalmente, os colaboradores conseguissem consolidar-se como grupo de apoio efetivo ao jornalismo independente da guine-bissau.com e para isso a pagina dedicou-se amplamente ao potenciamento do turismo e à criação de embriões de novos negócios…

Não obstante as verbas e o êxito que se fraguava na net, não foi possível que o grupo de jornalistas se consolidasse como tal, em parte devido aos personalismos individuais que faziam impossível uma atitude de grupo. Não apareceram colaboradores interessados na divulgação (gratuita) dos seus logros artísticos ou académicos, não foi possível contactar autores interessados na publicação das suas obras sobre temas como literatura, historia, economia … e quando a ONG suspendeu a ajuda económica para subsidiar os jornalistas as noticias deixaram de aparecer.

Era fundamental o desenvolvimento de esses pequenos embriões económicos, era imprescindível a divulgação da cultura e dos seus autores no país, mas pese à crescente pressão da ONG, isso não foi possível pela falta de contactos no interior do país e pela falta de colaboração dos jornalistas que participavam na pagina.

Não abundam os recursos de apoio a projetos independentes como os da Guine-bissau.com e é logica a cobertura das necessidades das pessoas que participam nestes projetos, mas também temos que ser rigorosos e exigir a implicação das pessoas que queiram participar. Não só se deve estar à espera de recursos alheios e, se estes chegam, devemos ser extremadamente escrupulosos com os mesmos, mas também devemos auto exigir-nos esforços desinteressados para a ajuda do país. As pessoas devem ser responsáveis, esperar a devida compensação pelo trabalho bem feito porque, se o produto que se oferece está feito com esforço e dedicação, sem duvida os reditos aparecerão, mas também se tem que saber esperar os mesmos e não exigir à colaboração desinteressada urgências nos reditos individuais.

Participar na Guine-Bissau.com deve ser tomada como uma inversão pessoal que será compensada quando surjam os reditos, com transparência absoluta dos mesmos. A ONG arduinna.org nutre-se dos seus sócios individuais, pessoas como o leitor que pagam as suas cotas mensais para o sustento da ONG. Assim que, quando ajudam projetos como a Guine-Bissau.com, esses fundos são derivados de multitude de sócios que colaboram desinteressadamente. É, pois, com sumo respeito e transparência que devem ser gestadas as verbas derivadas de organizações sem animo de lucro. Aproveitemos essas ajudas para realizar projetos que possam ser, a curto prazo, autossustentáveis porque essa é a melhor forma de agradecer o esforço desinteressado de essas organizações.

Esperemos que com a experiencia vivida esta nova andadura de guine-bissau.com possa finalmente retomar e superar o êxito que teve e logre assim consolidar-se como una plataforma efetiva de apoio á cultura, á democracia, aos direitos humanos, aos negócios da Guiné-Bissau na Internet.

Se estas de acordo com os princípios e se pretendes lavrar um futuro invertendo parte do teu tempo na guine-bissau.com serás sempre bem-vindo.

Webmaster 11/03/2020

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO !!

A função de um jornalista é a de informar, com exactidão, acerca do que está a suceder em cada momento. Escutar, ler, investigar, fazer-se com todas as informações possíveis referentes aos feitos e explicá-las no seu meio de informação, com veracidade e sem nenhuma auto censura.

Devem ser os seus leitores que, ao ler os feitos, tirem as suas conclusões.

Um jornalista não é um politico, nem é um escritor ou poeta… um jornalista é um informador da opinião publica e consequentemente deve-se exclusivamente a essa opinião publica.

Em consequência um jornalista não pode aceitar nenhuma auto censura, nenhuma limitação á sua labor de informar os seus leitores, nenhuma concessão aos implicados nos feitos que narra, nem se gere pela oportunidade circunstancial das noticias.

O contrário de tudo isto não é jornalismo… chama-se manipulação da opinião pública, jornalismo amarelo…

A Guine-bissau.com quer expressar que de nenhuma forma aceitará nenhuma intromissão no nosso labor tanto por parte do estado, como pela parte dos políticos, empresas ou até mesmo de certos jornalistas…

A Guine-bissau.com não põe travas nem limites á informação que possam dar os nossos jornalistas, não põe travas nem distingue a opinião internacional da opinião pública da Guiné Bissau.

A Guine-Bissau.com considera pois uma vergonha, uma intromissão intolerável, os apelos do governo á moderação informativa e á auto censura, apelos que se veem sucedendo cada vez com mais insistencia.

Não aceitamos nenhuma moderação informativa, não aceitamos nenhuma auto censura pela parte dos nossos jornalistas e se alguém se sente tentado a ela sem duvida alguma que não permanecerá na nossa redacção.

Já é bastante vergonhoso ter que andar a pedir esmola a comunidade internacional para poder solucionar as nossas misérias fruto de uma má gestão, corrupção estendidas, e encima pretender manipular a informação para dar uma imagem internacional não acorde com a realidade do país.

Para bem ou para mal, todos os cidadãos deste mundo global, seja qual seja a sua origem racial, politica, económica, religiosa… tem o direito a uma informação verás, contrastada, real e actualizada.

Assim pois a Guine-Bissau.com não aceita nenhum compromisso que limite a nossa capacidade e labor de informar, sejam quais sejam as consequenciais de esta decisão.

Uma reunião entre o governo e os média apelando, por parte do governo, á auto censura, não tão só é anti democrático, mas também extremamente ofensivo para a nossa profissão, para a credibilidade de cada um dos nossos jornalistas.

Desde aqui Guine-Bissau.com apela a toda a profissão e meios média da Guiné-bissau, a recusar com radicalidade, com firmeza, qualquer tipo de auto censura da sua informação. Só assim poderemos afiançar a nossa credibilidade, afiançar a liberdade de expressão, afiançar a democracia, os direitos humanos e o desenvolvimento do nosso pais.

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